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10/02/2026

Alívio no IR vai injetar R$ 26,2 bi na economia.

O Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos) estimou o impacto na economia isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e do alívio para os trabalhadores com renda de até R$ 7.350 aprovados pelo governo Lula no ano passado e que, na prática, entraram em vigor em fevereiro.

A medida fará com que 91% dos trabalhadores do comércio (vendedores de lojas, caixas, estoquistas e outros) deixem de pagar Imposto de Renda. Na indústria têxtil, os contracheques ficarão isentos para 98% dos trabalhadores. Segundo o Dieese, o alívio no IR dos trabalhadores do setor formal vai injetar R$ 20,9 bilhões na economia. Além disso, haverá maior renda disponível em R$ 5,3 bilhões para os servidores públicos. No total, as medidas vão significar um impacto de R$ 26,2 bilhões este ano.

Confira, abaixo, as categorias profissionais que sentirão mais os efeitos (em % dos trabalhadores beneficiados):

Vestuário

Isentos: 95%

Pagarão menos IR: 3%

Comércio

Isentos: 91%

Pagarão menos IR: 4%

Têxtil

Isentos: 87%

Pagarão menos IR: 8%

Metalúrgicos

Isentos: 71%

Pagarão menos IR: 14%

Papeleiros

Isentos: 69%

Pagarão menos IR: 13%

Químicos

Isentos: 65%

Pagarão menos IR: 13%

Extrativa

Isentos: 64%

Pagarão menos IR: 17%

Farmacêuticos

Isentos: 50%

Pagarão menos IR: 15%

Urbanitários

Isentos: 46%

Pagarão menos IR: 17%

Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), ano-base 2024, a medida beneficia diretamente cerca de 15,6 milhões de pessoas no mercado formal de trabalho, das quais aproximadamente 10 milhões ficarão totalmente isentas do Imposto de Renda e outras 5 milhões terão redução do valor pago.

Devido à maior participação masculina no mercado de trabalho formal, projeta-se que 8,9 milhões de homens sejam alcançados diretamente pelos efeitos da mudança tributária, enquanto a quantidade de mulheres é estimada em 6,2 milhões. Os cálculos utilizam microdados da Rais, ano-base 2024, considerando vínculos formais da iniciativa privada e do setor público (celetistas e estatutários).

Entre os 15,6 milhões de beneficiados, 12,8 milhões são trabalhadores do setor privado (empregados com carteira assinada) e 2,8 milhões são estatutários.

 

 
Fonte: Folha PE